segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Quando fui diagnosticada com Fibromialgia parecia que o mundo tinha desabado sobre mim.


     

         Quando fui diagnosticada com Fibromialgia parecia que o mundo tinha desabado sobre mim. Todos procuram médicos para descobrir a causa da dor e tomar um remedinho para ela sumir, mas naquele momento descobri que as dores que eu sentia me acompanhariam pelo resto da vida.
        Tudo começou quando eu tinha 16 anos, de repente a minha vida mudou, dormi e acordei com dor, a cada dia parecia piorar. Fui em diversos médicos, cada um achava que era uma doença diferente: Dengue, Infecção bacteriana, Meningite, Leucemia, Lúpus...Esse era só o começo de um pesadelo que parecia não ter fim, foram 2 anos tentando descobrir o que tenho, 2 anos fazendo diversos exames que não davam nada, 2 anos sem conseguir aliviar as dores, 2 anos de sofrimento sem saber o nome da doença para tratá-la e parar de sentir dor. Fiz diversos exames de sangue, de urina, de imagem... A única alteração que apareceu nos meus exames foi o meu FAN positivo e um louco me diagnosticou com Lúpus. Fiz tratamento, engordei, os meus cabelos caíram muito...Mas as dores não passaram. Então voltei à maratona de exames em novos médicos e me surpreendi quando uma Reumatologista pressionou o dedo em diversas partes do meu corpo e disse:-Essa menina tem Fibromialgia, pode ter Fibromialgia e Lúpus, porém acho pouco provável pois o FAN positivo é baixo para ser Lúpus, mas com certeza ela tem Fibromialgia. Olhei para minha mãe e perguntei o que é Fibromialgia, ela não soube me responder e perguntou a médica, cuja relatou ser uma síndrome sem cura, que existe tratamento, mas não há conhecimento da causa...
       Minha mãe não se convenceu que tenho uma síndrome sem cura e que aquelas dores me acompanhariam por toda vida. Me levou em outro médico, cujo passou muitos exames (alguns que eu já havia feito e alguns novos), disse que me daria um diagnostico por exclusão, se não aparecessem alterações nos meus exames, de fato seria Fibromialgia. Fiz todos, aguardei os resultados e descobri que eu realmente tenho Fibromialgia, fiquei apavorada, não sabia como seria a minha vida, não conseguia imaginar um futuro, se eu resistiria a tanta dor, se eu sobreviveria ou morreria no meio do caminho...Estava prestes a entrar na faculdade para cursar Publicidade e Propaganda e naquele momento parecia que até esse sonho havia sido tirado de mim. Conversei muito com o médico, ele me disse que nunca mais eu poderia fazer atividades com impacto, isso incluía tudo que eu amava: Capoeira, boxe, academia...Mas não me incentivou a não desistir da Publicidade, só a adaptar o ambiente a minha nova condição.
       No mesmo dia comecei a fazer tratamento com remédios fortes, para aliviar as dores e para conseguir dormir (acredite se quiser, meu caro leitor, mas já fiquei mais de 48 horas acordada por causa da Fibromialgia). Com o passar do tempo entrei na faculdade, encontrei o Lucas (que à primeira vista se tornou um dos meus melhores amigos), ele me incentivou a fazer diversas coisas que nunca fiz e a procurar ajuda na própria faculdade. Comecei a fazer pilates e a Renata (que cuidava do meu tratamento) me ajudou a mudar a minha visão sobre tudo, principalmente, sobre fazer as coisas que amo e que o médico havia me proibido de fazer. Me fez voltar a pular corda, me ensinou alongamentos para fazer todos os dias em casa e foi um anjo em minha vida. Porém, o pilates não me fazia bem, piorava as minhas dores e abandonei todos os tratamentos, incluindo os medicamentosos (porque me entupia de remédios, mudava várias vezes com esperança de encontrar algum que aliviasse e continuava com dor, mas essa foi uma escolha minha, não estou incentivando ninguém a fazer).
       Com o passar do tempo encontrei o Eliseu (meu noivo), também na faculdade. E ele acreditou que eu poderia ser curada através do espiritismo, passei a fazer tratamento espiritual, as minhas dores aliviaram muito, só pioram no período menstrual. Resumindo, quando fui diagnosticada com Fibromialgia o meu mundo desabou, não conseguia me imaginar convivendo com essa síndrome pelo resto da minha vida, mas passei a encará-la como parte de mim, algo que não pode ser mudado, que tenho que conviver, aceitar e com o tempo descobri que o meu pensamento é o que mais comanda a minha alma, que se minha mente estiver bem, o meu corpo também estará. Foi assim que encontrei a minha paz e passei a imaginar um futuro feliz, realizando todos os meus sonhos, mesmo acompanhada.
       E quando me perguntam "E se você pudesse voltar no tempo e escolher viver sem Fibromialgia?", sempre digo que não escolheria viver sem, porque sou o que sou por causa dos meus sofrimentos. Aprendi a ser mais humilde, a valorizar coisas que eu não valorizava, aprendi a me doar mais para as pessoas, a encarar a vida de outra forma, amadureci, me tornei uma mulher guerreira, admirável...Que no momento em que fui diagnosticada, não conseguia imaginar que seria. Sou tudo o que sou porque tenho Fibromialgia!


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e acompanhe como supero as minhas dores diariamente.
Bjs, Fernanda Veiga.

sábado, 29 de outubro de 2016

Superando a Dor







       Em 28 de março de 2015, eu (Fernanda Veiga) resolvi criar uma página para mostrar as pessoas que não compreendem o que é Fibromialgia o nosso cotidiano. Além de ser um meio de conhecer outras pessoas com a síndrome, trocar experiências e desabafar com pessoas que entendem o que passo diariamente.
       Decidi que daria o nome de Superando a Dor porque a supero a cada dia para continuar vivendo mesmo com dores horríveis pelo corpo. Porque só ao levantar da cama após não dormir a noite toda e me arrumar para ir à faculdade, já era uma superação. Porque eu precisava ajudar pessoas que tem Fibromialgia e pararam de viver, mesmo estando vivas. Resolvi que criaria uma Fanpage no Facebook, um blog, um canal no YouTube e o maior número de redes sociais que eu conseguisse, porque sempre acreditei que “paramos de ser invisíveis quando passamos a lutar pelos nossos direitos” e por mais que eu soubesse que seria uma grande exposição, que teria lados negativos em me expor tanto, eu preferi pensar nos positivos e ignorar os negativos, porque já sou criticada diariamente por pessoas que não aceitam o fato de que é possível viver com dor o tempo todo e não ter cura para isso, preferem acreditar que sou louca, preguiçosa, fingida, que estou com frescura...Mas, não as condeno por tamanho preconceito, não vivem com Fibromialgia para saber como é, assim como eu não lembro como é viver sem dores e não posso julgar suas vidas como as melhores e sem frustrações.
      Por motivos de saúde e alguns problemas pessoais, eu não criei logo as outras redes sociais, deixei apenas o Facebook e cheguei a criar o Instagram, mas não conseguia postar todos os dias como gostaria. Depois fiquei sem celular e não consegui gravar os vídeos que gostaria, como a minha rotina de tratamentos. 
      Mas agora, no dia 27 de outubro de 2016, resolvi focar no meu projeto que mesmo não dando tanta atenção como gostaria já tinha quase 1000 curtidas no Facebook. Criei o meu blog tão sonhado, em 48 horas já tinha 2766 visitas. Criei o canal no Youtube e gravei meu primeiro vídeo sobre o polêmico suco de couve, ainda não consegui postar, mas tenho certeza que Superando a Dor fará mais sucesso do que já está fazendo, porque tudo que fazemos com a boa intenção de ajudar dá certo.

Espero que goste e continue visitando as nossas redes, sempre que puder.
Um grande abraço
Fernanda Veiga

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Fibromialgia e seus sintomas.



A Síndrome de Joanina Dognini, mais conhecida como Fibromialgia. Caracteriza-se por dor crônica em vários pontos do corpo, durante longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos, tendões e em outros tecidos moles. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres.

Sintomas:
-Dor generalizada

-Rigidez muscular 

-Fadiga: pessoas portadores dessa síndrome frequentemente acordam já se sentindo cansadas, mesmo que tenham dormido por muitas horas. O sono também é constantemente interrompido por causa da dor, e muitos pacientes apresentam outros problemas relativos ao sono, a exemplo da apneia e insônia.

-Dificuldades cognitivas: para os portadores de fibromialgia, é mais difícil se concentrar, prestar atenção e focar em atividades que demandem esforço mental.

-Dor de cabeça recorrente ou enxaqueca clássica

-Dor pélvica e dor abdominal sem causa identificada (Síndrome do intestino irritável)

-Problemas de memória e de concentração

-Dormência e formigamento nas mãos e nos pés

-Palpitações

-Redução na capacidade de se exercitar.

Fontes: 
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibromialgia

http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/fibromialgia/

http://www.apdf.com.pt/o_que_e.php